sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

SDL Trados Studio, "pano de fundo" numa conferência realizada na Universidade Nova de Lisboa

 
No dia 22 de Janeiro, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, teve lugar uma conferência para tradutores e estudantes de tradução, tendo como tema principal a operatividade do SDL Trados Studio.

Durante a manhã foi feita uma demonstração, por duas alunas de mestrado e respectivo professor David Hardisty, do funcionamento de um sistema de reconhecimento de voz em Português utilizando um Mac e a sua componente de reconhecimento de voz (OS X Yosemite), permitindo o uso simultâneo de uma CAT como o Trados ou o memoQ. Traduzir, ditando, é uma técnica utilizada por muitos tradutores, contudo o usufruto desta tecnologia encontra-se limitado à existência, ou não, do idioma pretendido.

Após a pausa do almoço foi tempo de continuar a falar do Trados Studio e das suas características tendo sido apresentadas várias soluções, utilizando o Trados Studio, para resolver desafios com que os tradutores se deparam constantemente. Através da funcionalidade AutoSuggest que existe no Trados desde 2009 foi feita uma contagem de palavras e posterior análise da mesma. Alguns dos recursos disponíveis em SDL OpenExchange também foram alvo de atenção por parte de Paul Filkin, que elucidou muitos dos presentes sobre a existência e respectivas funcionalidades destes recursos de acesso livre para utilizadores do Trados Studio.

No final, foi a vez de falar sobre a interoperabilidade entre diferentes sofwares. Kevin Lossner, deu a voz ao sentido de trabalhar o melhor possível com apenas uma ferramenta CAT, operando-a com agilidade de forma a receber e enviar trabalho de e para diferentes CAT's, ao mesmo tempo que o tradutor consegue manter, ou até aumentar, a sua produtividade. Foram exemplificados os pontos fortes do Trados e do memoQ e os aspectos menos positivos de ambas as ferramentas, assim como truques sobre mesmas.

Foi um dia repleto de aprendizagens onde tradutores experientes, agências de tradução e estudantes da área solucionaram dúvidas e trocaram ideias, existindo no ar uma constante atmosfera de interoperabilidade. Pelo que sei, mais actividades do mesmo âmbito surgirão num futuro próximo que serão aqui anunciadas com a devida antecedência.

CCM


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